Invasões Francesas Guarda



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A Guerra Peninsular, também conhecida em Portugal como as Invasões Francesas e em Espanha como Guerra da Independência Espanhola, ocorreu no início do século XIX e insere-se nas chamadas Guerras Napoleónicas. A princípio, envolveu Espanha e França, de um lado, Portugal e Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda, do outro. Porém, a guerra teve repercussões além da Europa, influindo na independência das colónias da América Latina.

Napoleão, em 1804, assumiu o poder e conseguiu dominar uma grande parte da Europa, sendo que apenas a Inglaterra mantinha uma resistência efectiva. A 21 de Novembro de 1806, Napoleão decretou o "Bloqueio Continental", que não era mais do que uma ordem aos países europeus de fecho dos seus portos aos navios ingleses. Portugal não aceita a ordem e manteve a aliança com Inglaterra.

Perante a recusa portuguesa em aderir ao bloqueio continental, em Novembro de 1807, tropas napoleónicas, comandadas pelo general Junot, entraram em Portugal. Começavam assim as invasões francesas. Para além desta verificaram-se ainda mais duas incursões militares sob a direcção dos marechais Soult e Massena. A 3ª Invasão comandada por Massena, optou por tomar Lisboa a partir de Salamanca, passando por Ciudad Rodrigo, Almeida e Coimbra.

Após a conquista de Ciudad Rodrigo, em Junho de 1810, o objetivo de Massena era o domínio da praça portuguesa de Almeida, que teria cerca de 2000 habitantes e estava guarnecida com 5000 soldados e 115 peças de artilharia. Com a aproximação das forças francesas, o comando do exército anglo-luso apelou aos habitantes para abandonarem as suas casas e levarem os seus haveres.

Nos primeiros dias de Agosto de 1810 o Marechal Massena mandou avançar o Oitavo Corpo do exército francês, sob o comando de Junot, dando início ao cerco de Almeida, a 10 de Agosto, cuja guarnição militar era chefiada pelo coronel inglês Guilherme Cox, sendo Tenente-Rei o almeidense Francisco Bernardo da Costa.

O cerco decorria há 17 dias quando, ao cair da noite, uma granada francesa provocou uma explosão em cadeia que destruiu o paiol principal, onde estavam armazenadas 75 toneladas de pólvora. O balanço imediato da tragédia: centenas de mortos e grandes danos materiais no interior da fortaleza. Na manhã seguinte, 27 de Agosto de 1810, Massena exigiu do comandante inglês a rendição imediata da praça, o que acabou por suceder nessa noite.

Na atualidade, em Agosto, faz-se a recriação deste momento histórico: as comemorações do Cerco de Almeida. Tu podes fazer parte integrante destes momentos e assistir a esta guerra onde todos se encontram vestidos a rigor.

Após a queda da praça de Almeida, o Marechal Massena dirigiu-se para Coimbra. Antes de atingir aquela cidade, sofreu o primeiro revés na Batalha do Buçaco. Após esta batalha, o exército de Massena atingindo a 11 de Outubro as Linhas de Torres Vedras. Também aqui encontrou um sistema defensivo bem organizado e muito forte que culminou com a retirada das tropas francesas em 3 de Março de 1811 do território português. O objetivo era chegarem a Ciudad Rodrigo e o percurso foi feito com as tropas anglo-lusas em sua perseguição.

A 3 de Abril de 1811 dá-se o ultimo confronto importante entre as tropas francesas de Napoleão Bonaparte, comandadas por Massena e as tropas anglo-lusas, sob o comando do Duque de Wellington, durante a Terceira Invasão Francesa, na batalha do Sabugal. Foi uma importante vitória de Wellington e os franceses foram obrigados a retirar definitivamente em direcção a Ciudad Rodrigo

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